Pesquisar

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Historia da cidade de Guaratinguetá - São Paulo

Desde de o início de seu povoamento, em 1600, Guaratinguetá teve em seu território uma grande quantidade de garças que marcavam a paisagem.[12] Os índios dominavam as terras da cidade até a chegada dos brancos; estes chegam à cidade em 1628, através da doação a Jacques Félix e seus filhos, de terras no Vale do Paraíba. Em torno da antiga capela de Santo Antônio, hoje a Catedral do município, é que se desenvolveu a cidade de Guaratinguetá. No ano de 1651, foi elevada a Vila, pelo Capitão Domingos Luiz Leme.[12][13]
[editar] Século XVIII

Por sua localização, Guaratinguetá era ponto de passagem para Minas Gerais e para as vilas de Taubaté e São Paulo, além de ser ponto de partida para Parati. Durante as primeiras décadas do século XVIII, a cidade teve importante participação no ciclo do ouro em Minas Gerais. Foi o principal centro abastecedor do território mineiro, e para lá mandou vários bandeirantes, juntamente com os bandeirantes de Taubaté e de Pindamonhangaba. Nessa época a cidade recebeu uma Casa de Fundição de Ouro, que mais tarde foi transferida para Parati. A economia não era desenvolvida, e estava voltada para o comércio de beira de estrada.

Morgado de Mateus, Governador da Capitania na época, no ano de 1765 nomeou Guaratinguetá para ser sede do "Segundo Grupo de Infantaria" e do "Segundo Corpo de Dragões de Guaratinguetá e Vilas do Norte".

No século XVIII, também foi achada no Rio Paraíba a imagem de Nossa Senhora Aparecida, hoje Padroeira do Brasil. Em 1739, nasce em Guaratinguetá, Antônio Galvão de França, Frei Galvão, primeiro santo brasileiro. Neste século novos templos religiosos se ergueram na cidade como é o caso da "Igreja de Nossa Senhora do Rosário".

No final do século XVIII, Guaratinguetá perde uma grande parte de seu território, com a emancipação do município de Cunha. Ainda assim, a economia da cidade começa a se desenvolver, junto com o plantio da cana-de-açúcar e produção de açucar, que passa a ser a principal fonte de renda de Guaratinguetá. Por conseqüência, Guaratinguetá se tornou uma das principais vilas da Capitania de São Paulo.[12][13]
[editar] Século XIX

O café foi no século XIX, a principal atividade econômica da cidade, do Vale do Paraíba e Brasil, ocasionando o declínio dos engenhos de cana-de-açúcar. O desenvolvimento do café atinge em 1886, apenas em Guaratinguetá, 350 mil arrobas anuais. Junto com o progresso do café, vem o desenvolvimento econômico, político, social e urbano à vila, que em 1844 era elevada a categoria de cidade, e, logo depois, no ano de 1852 à categoria de comarca.[12]

A população da cidade aumentou com a vinda de escravos, que trabalhavam nas plantações. A cidade começou a viver um período de embelezamento com a iluminação das ruas através dos lampiões, e perto da igreja Matriz, foi instalado um gasômetro para a iluminação do templo.

Nessa época chegam a cidade as primeiras escolas para moças, e em 1858 é inaugurado o jornal "O Mosaico", tornando Guaratinguetá a primeira cidade do Vale do Paraíba a ter um jornal. O comércio teve grande desenvolvimento, trazendo mercadorias importadas da Europa para a cidade, mercadorias trazidas através do porto de Parati.

Por duas vezes a cidade foi visitada pela Família Imperial, em 1868 e em 1884. Em 1860, a cidade envia para a Guerra do Paraguai, voluntários da Pátria, Guardas Nacionais e escravos oferecidos a serviço de guerra.

Em 1869, Guaratinguetá recebe a Santa Casa de Misericórdia, regida na época pela Irmandade dos Passos, que também em 1855 tinha dado origem ao Cemitério dos Passos.

A estrada de Ferro é inaugurada na cidade em 1877, ligando Guaratinguetá à Corte do Rio de Janeiro e a São Paulo. Data da mesma época a criação de um Clube Republicano, junto à intensa atividade abolicionista.

Funda-se em 1882 o "Clube Literário de Guaratinguetá" e a "Banda Municipal da União Beneficente".

Com a abolição da escravatura, o município busca a colaboração estrangeira para o cultivo do solo. Em 1892 ocorre a instalação da "Colônia do Piaguí", com a integração de mão de obra de imigrantes italianos, austríacos, alemães, suecos, belgas, franceses e poloneses.

No final do século XIX, a cidade contava com duas agências consulares, uma da Itália e a outra de Portugal.

Nesta mesma época, ocorre a inauguração do "Teatro Carlos Gomes" (atual prédio da prefeitura), a construção da ponte metálica, que ligava a cidade ao bairro do Pedregulho, a inauguração do "Banco Popular", do "Mercado Municipal", inaugurado em 7 de novembro de 1889 com estilo arquitetônico de galeria clássica toscana.

,[27] da "Caixa d’Água" e da rede de esgoto urbano. Nessa mesma época, é fundado na cidade o primeiro Grupo Escolar, no "Edifício Doutor Flamínio Lessa".[12][13]
[editar] Século XX

O século XX inicia-se com o alteamento das torres da Catedral. Em 1901, é construída a "Igreja de Nossa Senhora da Piedade" no distrito de Roseira, que na ocasião fazia parte de Guaratinguetá.

No ano de 1902, ocorre a instalação da Escola Complementar e depois da Escola Normal, para a formação de professores. Nesta época também há a criação do "Ginásio Nogueira da Gama" e do seu internato. A Escola de Comércio, Escola de Farmácia e a de Odontologia, são fundadas na cidade. Com a abertura das escolas, principalmente, da Escola Normal, Guaratinguetá torna-se na época, um importante centro de cultura, pois atraía para a cidade estudantes e professores vindos de diversas regiões do estado e de Minas Gerais.[12]

A rede de energia elétrica é inaugurada na cidade, em 1905, e com isso é instalado uma linha de bonde elétrico, ligando Guaratinguetá até o seu antigo distrito de Aparecida. O bonde deixa de funcionar em 1952.

Por volta de 1915, são inauguradas na cidade mais duas casas de espetáculos, o "Parque Cinema" e o "Cine Homero Ottoni". Ocorre também a criação do "Cine Teatro Central", e a formação da "Associação Esportiva de Guaratinguetá" e a criação do "Clube de Regatas" (onde hoje é a Câmara Municipal), além de um Derby e um Jockey Clube.

No século XX, também ocorre o declínio da produção de café no Vale do Paraíba. A cultura cafeeira cede lugar à prática da agropecuária extensiva. Começa a pecuária leiteira no município, e em poucas décadas, Guaratinguetá se torna uma das maiores bacias leiteiras do Brasil.

No ano de 1928, Guaratinguetá perde os territórios de Aparecida e de Roseira, e no ano de 1991, perde seu último distrito, o de Potim.

O desenvolvimento da economia do município, fez com que surgissem na cidade as primeiras associações de classe, como a "Associação dos Empregados do Comércio", a "Associação Comercial e Industrial de Guaratinguetá", a "União Produtora de Laticínios", a "Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá", a "Associação Agro-Pecuária", além da fundação de uma loja maçônica e de uma caixa rural.
Museu Frei Galvão.

Em 1914, a cidade começa seu processo de industrialização, com a fundação da "Fábrica de Cobertores e Companhia de Fiação e Tecidos de Guaratinguetá". Seis anos depois, Monsenhor Filippo, funda a "União dos Operários Católicos", e ainda a "Sociedade Operária de Guaratinguetá".

A partir dos anos 50, atividade industrial cresce em Guaratinguetá com a abertura da Rodovia Presidente Dutra, em 1951 e com a chegada de famílias mineiras, vindas da Mantiqueira, as antigas propriedades rurais transformam-se em fazendas de pecuária.[28] No parque industrial da cidade, juntamente com as industrias de laticínios, de fiação e de tecelagem, desenvolvem-se indústrias de produtos químicos, de mecânica pesada, de papel, entre outras.

Na área educacional, chegam à cidade o SENAC "Nelson Antônio Mathídios dos Santos", a FATEC (Faculdade Tecnológica), ocorre a criação do "Museu Frei Galvão" e "Museu Rodrigues Alves".Também nesta década é criada a Escola de Especialistas de Aeronáutica, dando grande impulso à economia da cidade.
[editar] Século XXI

No início do século, com a canonização de Frei Galvão, em 2007, a atividade turística começa a aumentar no município.

Nenhum comentário:

Postar um comentário